Boa gestão ajuda empresas a superar os desafios do Custo Brasil
Dados publicados pela Revista Exame, em matéria veiculada no fim de maio de 2026, colocam em debate um dos argumentos mais utilizados pelos empresários brasileiros para justificar dificuldades operacionais. O chamado Custo Brasil, segundo a análise apresentada pelo especialista Marco França, sócio da Auddas e especialista em M&A, coloca em pauta que a boa gestão continua sendo um dos principais fatores capazes de minimizar os impactos do ambiente econômico desafiador do país.
Embora juros elevados, insegurança econômica, custos operacionais e burocracia façam parte da realidade empresarial brasileira, o especialista argumenta que muitas empresas deixam de crescer não apenas por fatores externos, mas pela ausência de processos bem estruturados, disciplina gerencial e foco em produtividade.
Gestão empresarial é mais importante do que fatores externos
A análise publicada pela Exame destaca que o ambiente de negócios no Brasil é complexo, mas afeta praticamente todos os concorrentes de um mesmo mercado. Nesse cenário, a verdadeira vantagem competitiva está na capacidade de cada empresa de se tornar mais eficiente do que seus pares.
Para pequenas e médias empresas, isso significa investir em gestão, padronização de processos, ferramentas de produtividade e estratégias que permitam tomadas de decisão mais assertivas. Segundo Marco França, sobreviver no mercado brasileiro já pode ser considerado uma competência, enquanto crescer de forma consistente exige excelência operacional.
Mortalidade empresarial está ligada à falta de método
Um dos pontos centrais do artigo é a relação entre mortalidade empresarial e gestão. O especialista explica que muitos negócios encerram suas atividades não por falta de dedicação dos empreendedores, mas pela ausência de métodos claros de administração.
Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão baixa produtividade; capital de giro inadequado; falta de informações gerenciais; processos desorganizados; disciplina comercial insuficiente; dificuldades na gestão financeira.
Quando a economia enfrenta períodos de maior pressão, empresas que não possuem planejamento e organização tendem a sofrer impactos mais severos.
Inteligência artificial potencializa empresas bem estruturadas
Outro aspecto abordado na publicação da Exame é o papel da inteligência artificial no ambiente empresarial. O especialista ressalta que a tecnologia não deve ser vista como uma solução automática para os problemas dos negócios.
Segundo ele, a IA funciona como um amplificador de resultados. Empresas que já possuem processos organizados conseguem utilizar ferramentas inteligentes para reduzir custos, melhorar o atendimento ao cliente, otimizar vendas, prever demandas e aumentar a produtividade.
Por outro lado, organizações que ainda enfrentam dificuldades de gestão podem acabar ampliando suas ineficiências ao utilizar a tecnologia sem planejamento adequado.
Produtividade e eficiência continuam sendo fatores decisivos
O artigo também reforça que empresários possuem pouco controle sobre variáveis macroeconômicas, como eleições, política monetária ou oscilações do mercado. Por isso, a recomendação é direcionar esforços para aspectos que podem ser efetivamente administrados dentro da empresa.
Entre eles estão; proposta de valor do negócio; eficiência operacional; produtividade das equipes; melhoria contínua dos processos; uso estratégico da tecnologia; capacidade de adaptação às mudanças do mercado.
A competitividade empresarial, portanto, está diretamente relacionada à capacidade de evoluir continuamente, independentemente do cenário econômico do país
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